15 de dez de 2007

Modelagem 3D + História...


As imagens abaixo foram produzidas por Rafaela Improta e George Leite. Para confeccionar estes modelos foram necessários seis meses de pesquisa e muito trabalho braçal. As fontes principais foram o IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural) e o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Resultando em aquisições gráficas (plantas arquitetônicos), documentos antigos, maquetes tridimensionais e muito aprendizado mediante as dificuldades impostas pela burocracia ao acesso de informações históricas necessárias à confecção do material apresentado durante o curso de Modelagem em 3D. (Docente responsável: Juarez Moara).
O principal objetivo destes documentos é apresentar de forma concisa, clara e acessível às características do Complexo Arquitetônico Religioso formado pela Igreja e Convento de São Francisco e Igreja e Ordem Terceira de São Francisco, localizado no Terreiro de Jesus, na Cidade do Salvador –BA. Dessa forma, mostrar as diferenças em conhecer pessoalmente e em maquete virtual um pedacinho de Salvador.
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11 de dez de 2007

Feliz Dia do Arquiteto!!!

Para você que usa o café e a coca-cola como ferramentas de trabalho;
Para você que não tem vida social, porque nunca está acordado pra sair;
Para você que não lembra mais nem do caminho da cama porque passou a noite acordado tentando terminar um projeto;
Para você que não vê a hora de chegar o FDS;
Para você que pensou que o AutoCad resolveria tudo...
Sim!!!Justamente e especialmente para VOCÊ...
FELIZ DIA DO ARQUITETO!!!!
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5 de dez de 2007

Fonte Nova, é necessário demolir?


O Estádio da Fonte Nova

A Faculdade de Arquitetura da UFBA através da sua diretoria e professores vem de público manifestar a sua posição diante dos fatos relacionados com o Estádio Otávio Mangabeira mais conhecido como “Fonte Nova”, declarando inicialmente sua total solidariedade às famílias atingidas pela tragédia ocorrida em 25/11/2007, em que ressaltam os aspectos humanos envolvidos e o direito objetivo quanto à responsabilidade do Estado.

Quanto ao destino pretendido pelo poder público em relação à Fonte Nova, manifesta sua estranheza quanto à decisão unilateral de implodir o Estádio sem uma avaliação técnica - competente, isenta e responsável - sobre as condições de estabilidade da estrutura e suas possibilidades de restauração.

O complexo esportivo da Fonte Nova na lavra de Mário Leal Ferreira nunca se limitou ao futebol e, desde sua origem, com a criação do DEEF (hoje SUDESB) abriga um programa social que transcende os objetivos comerciais e os interesses privados ligados à copa do mundo de 2014.

A este aspecto, alia-se o fato desta principal praça esportiva do Norte e Nordeste ser um marco visual importante para a cidade do Salvador, cristalizando um lugar significativo no entorno de um sítio histórico e de monumentos tombados, que não pode ser suprimido face à legislação federal em vigor. Projeto do Arquiteto Diógenes Rebouças, Professor Emérito da UFBA e Titular da Faculdade de Arquitetura, a Fonte Nova, construída nos anos 50 do século XX, é exemplar expressivo da arquitetura moderna na Bahia e patrimônio arquitetônico e urbano relevante. Sua concepção contou com a contribuição do escritório de Oscar Niemeyer, e a ela se referiu elogiosamente o urbanista Lúcio Costa, em parecer como membro do IPHAN, enfatizando sua implantação e sua integração com o Dique do Tororó, hoje um sítio tombado.

Conclui-se então que a decisão de implosão, anunciada antes mesmo dos resultados de uma perícia técnica estrutural e de uma análise urbanística e sócio econômica, constitui uma ação precipitada que não encontra justificativa, haja vista que, em várias partes do mundo e do Brasil, estádios são recuperados dentro das exigências técnicas próprias da contemporaneidade, continuando assim a cumprir seu papel social.


Salvador 03.12.2007


Profª. Solange Souza Araújo

Diretora da Faculdade de Arquitetura da Bahia

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23 de out de 2007

ROLAND CASTRO

PRA QUEM NÃO CONHECE, ROLAND CASTRO É UM EXCELENTE ARQUITETO. VALE A PENA DAR UMA OLHADA NOS TRABALHOS E NOS CONCEITOS QUE ELE EXPÕE EM SUAS OBRAS.


Roland Castro é arquiteto DPLG (Diplômé par le Gouvernement) desde 1971 e professor de Arquitetura na École d’Architecture de Paris la Villette desde 1983. Em 1986 foi nomeado Encarregado de Missão pelo Primeiro Ministro no trabalho “Banlieues 89” e delegado na Renovação dos Banlieues no “Plan du Grand Paris”. Encarregado de planejamento geral do departamento Les Hauts de Seine ligado à SEM 92 (“Plano de luta contra a segregação urbana”), foi arquiteto coordenador do “Grande Eixo” em Paris-la-Défense, e autor de “Civilisation Urbaine ou Barbarie”, 1994, Editora Plon. Desde 1988 é associado a Sophie Denissof.









Artigo em homenagem à professora Anete de Araujo.
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21 de set de 2007

16 de set de 2007

Seminário debate políticas públicas para favelas


Discutir estratégias para a urbanização e prevenção de assentamentos precários é objetivo do seminário "Cidade de Todos - Política para favelas", que reunirá especialistas sobre o tema nos dias 20 e 21 de setembro, em Brasília. O ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, participa da abertura do evento, às 9 horas, no auditório da Caixa Econômica Federal. "Esse é um debate que encontra respaldo na prioridade conferida pelo Governo Lula aos setores de habitação e saneamento", destaca o ministro, lembrando que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vai injetar R$ 146,3 bilhões nessas áreas até 2010.

A programação do evento inclui palestras e mesas-redondas sobre instrumentos legais para o planejamento urbano, garantidos pela Constituição Federal, Estatuto da Cidade (10.257/01) e pelas leis do Saneamento (11.445/07) e do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (11.124/05), entre outras. A regularização fundiária, os programas de produção de novas moradias e políticas para evitar a expansão de favelas também serão discutidos durante o seminário, que abordará, ainda, o compromisso assumido pelo Brasil no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para ampliar o acesso da população à moradia e saneamento.

Entre as diretrizes definidas pelos ODM, está a redução, pela metade, até 2015, do total de pessoas no mundo sem acesso à água potável e aos serviços básicos de saneamento e a melhoria da situação de pelo menos 100 milhões de moradores de assentamentos precários até 2020.

Publicação - No dia 20, às 18h30, o Ministério das Cidades lança o livro "Política Habitacional e Integração Urbana de Assentamentos Precários: parâmetros conceituais e metodológicos". A publicação reúne artigos e estudos realizados sob a coordenação da Secretaria Nacional de Habitação.
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6 de set de 2007

5 de set de 2007

1 de set de 2007

Living Steel - Made in Brazil

Lançado em fevereiro de 2005, o Living Steel é um programa mundial de estímulo a inovações no design e construção de habitações. Até ai tudo bem. O que pouca gente sabe é que o Brasil tem ganhado vários prêmios nesse tipo de construção mundo a fora...

A Competição Internacional de Arquitetura do Living Steel foi lançada para desenvolver abordagens inovadoras que atendam às necessidades de habitações sustentáveis. Aliado a este objetivo, estava o desejo de chamar atenção para as aspirações econômicas, ambientais e sociais de uma população mundial em crescimento.
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31 de ago de 2007

Pierre Verger

Para quem quer saber e falar sobre as perspectivas de um lugar ou mesmo sobre a análise e percepção de uma cidade, momento ou povo, ele sem duvida é um ótimo ponto de referencia. Com apenas uma imagem fotográfica ele consegue captar um instante e torná-lo eterno. Uma das coisas mais delicadas ao projetar a perceber de forma fiel o lugar, perceber como as pessoas vivem ou se inserem na cidade, qual o significado do lugar...

Pierre com certeza é um exemplo dessa "amostragem social" que pode nos revelar um lado da cidade que até então nos era desconhecido.

Lewis Mumford (1961:11), em seu livro A cidade na história, escreveu: Se quisermos lançar novos alicerces para a vida urbana, cumpre-nos compreender a natureza histórica da cidade e distinguir, entre suas funções originais, aquelas que dela emergiram e aquelas que podem ser ainda invocadas. Sem uma longa carreira de saída pela História, não teremos a velocidade necessária, em nosso próprio consciente, para empreender um salto suficientemente ousado em direção ao futuro, pois grande parte dos nossos atuais planos, sem exceção de muitos daqueles que se orgulham de ser “avançados” ou “progressistas”, constituem pouco engraçadas caricaturas mecânicas das formas urbanas e regionais que ora se acham potencialmente ao nosso alcance.

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16 de ago de 2007

Teste com o Blender

Recentemente andei fazendo alguns testes no Blender, programa de código aberto, ou seja, de graça! Muitos escritórios de arquitetura tem feito suas maquetes com programas como AutoCad e 3dStudio Max, programas que necessitam comprar uma licença para serem usados devidamente.
Poucos escritórios obedecem a essa compra e acabam pirateando esses programas de representação gráfica, além dos indispensáveis programas de edição de imagem tão presentes na confecção de imagens e apresentações. Contudo alguns programas podem substituir com muita eficácia esses programas, AutoCad (Acad), 3d studioMax (Blender) e PhotoShop (Gimp). Todos de graça!
Esse projeto foi todo modelado no Blender, obtendo uma qualidade de render muito boa, e por isso tenho trabalhado profissionalmente com esse programa, construo maquetes e faço interiores e tenho recebido grandes elogios com ele apesar da pouca intimidade com o programa, (preciso aprender muito ainda).

Vejo que aqui em Salvador o mercado ainda engatinha no que se diz respeito à programação visual aplicada à arquitetura, e vejo que nem todos os estudantes se familiarizam com essa ferramenta de representação, em todo caso a maquete virtual tem sido indispensável para a compreensão e representação de um projeto arquitetônico, haja vista a grande facilidade de venda de imóveis quando se usa o 3D.

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16 de jul de 2007

13 de jul de 2007

Fazendo o que se gosta

Projetar trata-se de um desafio à técnica e à criatividade, desafio este, maior à segunda que à primeira. Já que a técnica embasa a execução da obra, mas a criatividade dá essência vital à obra... a criatividade é o âmago da obra!

Quando somos forçados a fazer coisas que não gostamos, ocorre um bloqueio natural e inconsciente de nossa criatividade, o projeto torna-se pesado e não sentimos prazer em fazê-lo. Isso não só em arquitetura, mas em qualquer área produtiva ou intelectual.

Precisamos amar o nosso projeto, não nos apaixonarmos por ele. A paixão é cega e pode até matar – vejamos os casos de crimes passionais. Quando falo de amarmos nossos projetos, digo que necessitamos estar satisfeitos, realizados, satisfazendo e realizando as necessidades dos clientes-usuários, afinal o amor é mútuo.

É difícil associarmos as exigências do programa, com a técnica, com os conceitos e desejos que temos na cabeça, mas é profundamente necessário agregarmos todas essas questões. Primeiro temos que saber ler e interpretar o discurso de quem nos encomenda a obra. Conhecermos bem o que o cliente deseja é fundamental. Algumas vezes temos que ser psicólogos ou algo parecido para captarmos o que o ansioso e exigente – quase sempre chato – cliente deseja. Depois precisamos avaliar as possibilidades técnicas e financeiras: materiais, transporte, mão-de-obra etc. E finalmente a criatividade... Não a criatividade forçada, aquela que usamos para podermos apresentar um produto no prazo, mas a criatividade intuitiva e prazerosa. Que muitas vezes fascina até o chato cliente e que nos deixa realizados como profissionais.

Não a nada melhor que um projeto que faça feliz tanto ao projetista como ao cliente. E para isso é necessário fazer o que se gosta.

Nenhum operário, artista, intelectual ou outro individuo produtivo – assim por dizer – está realmente realizado com seus feitos se os fez forçosamente, por um prazo, uma obrigação contratual ou outra necessidade de o obrigue a executar suas funções. Arquiteto tem que amar o que faz!

Não adiantam obras caras e laboriosas, com as técnicas mais avançadas para satisfazer os usuários e os projetistas. É necessária sim, uma arquitetura livre e criativa que atenda as necessidades do programa.

Não vamos ser insensatos, pensado que casar o gosto e necessidade do cliente, com os recursos técnicos disponíveis e nossa criatividade é uma tarefa fácil. Em geral um deles sempre saí perdendo... E já que algum desses três elementos tem que ser desfavorecido, que o seja o menos sustentável, o menos embasado; mesmo que isso implique numa mudança da proposta projetual, mas nunca vejamos isso como negativo, mas como mais um desafio à nossa criatividade. O que não podemos é desgostar do projeto, isso jamais, por qualquer motivo, mas se acontecer é melhor se humilde e voltar atrás, pedir ao cliente que procure outro projetista, ou reatarmos com o projeto – assim por dizer! Precisamos sentir prazer ao projetar e gostar do trabalho que estamos fazendo!
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9 de jun de 2007

7 de jun de 2007

Brutalismo


A "corrente brutalista" muitas vezes é deixada de lado pelos estudantes quando se pesquisa sobre arquitetura, por se achar que se trata de uma corrente bastante conceitual e que pouco se tem a contribuir ao projeto.

No entanto as grandes obras que temos aqui no Brasil, na sua essência existe um pouco dessa linha arquitetônica. Um exemplo claro disso é o MASP que segue um pouco esse conceito brutalista. Lina, Paulo Mendes da Rocha (1)(2), João Batista Vilanova Artigas são exemplo de arquitetos que seguiram essa linguagem.

Seu conceito principal é a verdade estrutural nas edificações não escondendo os seus elementos estruturais, as vigas e pilares aparentes formam a sua beleza e condicionam a arquitetura.
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10 de mai de 2007

Obras acabadas

Sempre que algo é edificado, executado ou construído, ou é por conta das necessidades ou desejos [ou ambos] de uma pessoa ou de um grupo! Todo projeto tem que suprir necessidades e em alguns casos até a realizar sonhos! É engraçado pensarmos isso no que diz respeito à arquitetura.

A arquitetura retrata os anseios de uma sociedade em uma época, ou o desejo de um grupo dominante ou em ascensão. A linguagem formal (repertório estético se preferirem), os materiais e até as técnicas são um retrato bem claro dessas necessidades e desejos.

Só que o homem não cessa de precisar, nem de sonhar, nem de desejar... sempre está ansioso querendo algo novo ou querendo mudar o que possui. E isso não é diferente com a arquitetura – e não trato aqui de obras novas, mas das que já estão aí!

Quantos milênios de arquitetura nós temos? Quantos séculos de construção e aperfeiçoamento de construções já se passaram, desde a primeira cabana? Ou deste a primeira parede de pedra argamassada? Não podemos nem responder! O fato é um só: temos uma história... um parque arquitetônico construído e uma memória muito maior que a materialmente conservada!

Só considero uma obra acabada quando ela é literalmente acaba, destruída, demolida... quando torna-se um espaço que não podemos mais sonhar absolutamente nada com ele, quando não precisamos fazer dele algo ou fazer algo nele... quando a obra deixar de existir... ou pelo tempo ou pelo homem!

Mas a obra não está morta no seu tempo... um castelo do século XII pode estar aí no dia-a-dia de uma vila ou cidade européia em pleno século XXI, é uma obra de novecentos anos, mas esta ali, no hoje... sujeita às necessidades e anseios da contemporaneidade.

Não importa se na Europa, na América ou onde quer que seja, uma obra edificada há muito ou há pouco tempo, não fica parada no seu primeiro dia de funcionamento, mesmo que ela deixe de funcionar, ela vive a realidade em que está inserida, dia após dia! Isso não é apenas uma constatação é um fato.

Obras têm vida... vivem um tempo muito maior que o seu tempo... só estão acabadas quando deixam de existir!

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12 de abr de 2007

Precisamos nos amar: Para arquitetos e engenheiros

Há uma briga defendida, ora por arquitetos, ora por engenheiros, ora pos ambos, acerca das suas respectivas funções. Arquitetos defendem as qualidades estéticas, plásticas e conceituais das edificações; engenheiros vêem as mesmas obras segundo a ótica da técnica... Alguns nunca chegam a um consenso do que é mais importante: se o rigor da técnica ou a beleza formal e conceitual dos edifícios.

Separando valores de profissionais e profissionais, não podemos deixar de compreender que uma boa arquitetura não está dissociada da técnica e que para que o primor da técnica possa ser executado o conceito projetual de arquitetura deve exprimi-lo e detalha-lo da forma mais abrangente possível.

Uma boa obra só é possível se casarmos a poesia do projeto de arquitetura com o domínio as técnica. Sendo assim, faz-se necessário que estruturalistas, projetistas de instalações e demais técnicos não subestimem a necessidade de um excelente projeto arquitetônico; e que os arquitetos não desprezem a importância de conhecer, dominar e respeitar os parâmetros técnicos. Afinal, que grande, bela e excelente obra de arquitetura foi erigida sem a excussão minuciosa de uma estrutura? Ou que excelente estrutura pode erguer-se sem uma arquitetura para acolhê-la?

Vejamos os exemplos que a história nos oferece como as catedrais góticas, que possuem toda uma linguagem plástica estética e funcional, que denotam os interesses e objetivos de uma geração em seu tempo. Analisemos os grandes vãos, as envasaduras, a técnica de excussão (um segredo bem guardado até os nossos dias), como as soluções técnicas respondem ao programa desejado. E esse é só um dos muitos exemplos na história.

Atualmente a coisa não é muito diferente. Vejamos arquitetos como Calatrava – que possuí as formações de arquiteto e engenheiro – Foster, Piano e os grandes arquitetos do momento. Que, se não tivessem conhecimento e domínio das tecnologias construtivas e dos materiais não conseguiriam alcançar as soluções arquitetônicas e os grandes resultados estéticos que nossa geração tem visto. As obras desses profissionais necessitaram – afirmo sem qualquer dúvida – de técnicos calculistas, instaladores, construtores e até operários que puderam dar vida a obras excelentes.

Arquitetos precisam se não amar ao menos respeitar engenheiros e engenheiros precisam de não amar ao menos respeitar arquitetos. Mas bom é que nos amemos. Que os arquitetos amem as estruturas, as instalações, os materiais, as técnicas construtivas... São elas que tornam a arquitetura realidade! Que os engenheiros amem a espacialidade, a plástica e a formas... São elas que exigem o rigor da técnica, para que possam ser bem executadas! Afirmo sem medo de retaliações: precisamos nos amar!

É muito gratificante para um engenheiro trabalhar com um arquiteto que conhece, domina e discute sobre instalações, estruturas, construções e outras soluções técnicas que a arquitetura necessita para existir. Como é gratificante para um arquiteto um engenheiro que respeita e possibilita a execução de suas idéias!

Precisamos deixar de orgulhos e “estrelismos”, tanto arquitetos como engenheiros, passarmos a nos respeitar e entendermos que arquitetura e engenharia são têm o mesmo objetivo: realizar sonhos e atender necessidades!
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26 de mar de 2007

Salvador Shopping...

O Salvador Shopping está sendo construído na Avenida Tancredo Neves. A sua inauguração está prevista para o dia 24 de abril 2007. Ele será o maior shopping em área da cidade de Salvador. Na inauguração da primeira etapa, serão 263 estabelecimentos, 10 cinemas e espaço para jogos eletrônicos.

A obra inclui alterações viárias na região, que possui o maior fluxo de veículos de Salvador. Um novo viaduto foi construído sobre a Avenida Tancredo Neves. Além deste viaduto, serão construídas três passarelas no local.
A obra está sendo construída pelo grupo JCPM (João Carlos Paes Mendonça). Além do Salvador Shopping, está prevista a construção de mais dois grandes Shopping Centers na cidade: O Megacenter Salvador e o Shopping Paralela.

A maioria das pessoas pensam que o shopping é um local destinado à diversão e às compras! Temos como exemplo o Shopping Iguatemi, onde as lojas âncoras do 1° Piso são as mais populares; já no 3ºPiso as coisas são diferentes, os ambientes são mais seletivos. Todos o vêem como um lugar público, e não é bem isso que acontece. Assim será o possível destino do Salvador Shopping. As pessoas ainda estão alienadas ao que realmente irá ocorrer com esse empreendimento e suas consequências. Pra Frente Salvador!!!
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22 de mar de 2007

20 de mar de 2007

"A Turca Louca"



Se há algum arquiteto que possa personificar esse blog, ele ou melhor ELA é Zaha Hadid! Uma iraquiana que tem soltado verdadeiras "bombas" na concepção arquitetônica.
Ela é antes de mais nada um exemplo de perseverança. Apesar de vencer vários concursos, as suas obras construidas são contadas a dedo. Foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Pritzker entre outras condecorações.



"Evitando o dogmatismo, Zaha Hadid coloca em seus projetos a deformação, a justaposição e a estratificação, e introduz complexidade nos objetos arquitetônicos."

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19 de mar de 2007

15 de mar de 2007

Casa Pré-fabricada

Maria Rita
Composição: Marcelo Camelo

Abre os teus armários
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim
qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

Vale o meu pranto
que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela
primavera quer entrar
pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um canto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
que explique a minha paz
Tristeza nunca mais...

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9 de mar de 2007

A força da cor

Imaginemos uma cidade monocromática, de qualquer cor, um conjunto edificado de uma única cor: as ruas, as edificações, tudo... É possível imaginar? Os diversos volumes que compõem as diversas edificações todos num mesmo tom, sem manchas, sem variações tonais... Tudo pintado absolutamente igual!
Pode estar parecendo um exercício mental, mas experimente mudar a cor, do rosa para o amarelo, do amarelo para o verde e assim por diante, pode ser qualquer cidade: Salvador, São Paulo, Paris, Nova Iorque, Xangai, qualquer uma mesmo! Conseguiu imaginar? Achou feio?

Agora vamos começar a manchar essa única cor com uma outra... Só uma... Não vá formar um arco-íris na sua mente, por favor! Uma edificação mais limpa, outra menos! Ou então imagine tons de uma mesma cor: edificações mais claras outras mais escuras. Consegue enxergar como as coisas começam a ficar mais claras? Como os edifícios começam a ressaltar sua volumetria, sua estética, uns em relação aos outros? Como a idade da própria edificação começa aparecer, mostrando sua época seu estilo, sua identidade?

Vamos então, começar a enxergar os edifícios de cores diferentes: um todo turquesa, outro vermelho, outro laranja! Podem ser cores quentes ou frias, mas cada edificação com sua cor... Começamos a notar melhor a paisagem, já vemos mais destacadas, numa vista área, as ruas: suas sinuosidades ou linearidades! Como os elementos começam a ser mais claros.

Não se aborreça! Mas imagine prédios com diversos volumes, texturas, materiais e cores... As mais diversas! Uns com duas, outros três, quatro, cinco, quantas cores você quiser que um edifício possua! Imaginou? Certamente sua cidade tornou-se um lugar marcante, os edifícios são distintos e as cores ressaltam suas formas!

Acredito que a cor é o elemento que mais impressiona os olhos, mais até que a forma ou a textura da edificação, de longe a percebemos e podemos até nos enganar com o estado real da edificação, sua forma, seus materiais... Podemos perceber a mesma edificação de diversas formas, dependendo da cor ou das cores dos materiais!

Repita o exercício, só que agora não use uma cidade, use uma edificação qualquer! Como ela muda dependendo da cor que possuí! Como você a percebe caso esteja branca, cinza ou preta, multicolorida! A cor tem força e nos fala tanto quanto a forma, ressalta as qualidades estéticas dos volumes e dos diversos materiais, impressiona! Observemos como a natureza é colorida e como os seus elementos possuem cores que distinguem uns dos outros.

Antes de uma arquitetura nos impressionar pela forma, o que primeiro nos chama atenção para esta é sua cor... uma caixa branca no topo de um edifício, é totalmente diferente de uma vermelha, mesmo que possuam a mesma forma e dimensões!

Blog:
http://dwd3.blogspot.com/2006_08_01_dwd3_archive.html
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6 de mar de 2007

5 de mar de 2007

As leis da Arquitetura

AS LEIS DA ARQUITETURA
LEI DO LOTE ESTREITO: Em todos os lotes falta um metro de largura.
LEI DO TOPÓGRAFO: Dois levantamentos topográficos de um lote nunca são iguais. Se forem iguais, um topógrafo colou do outro e ambos estão errados. Corolário: Se existe um só levantamento este é confiável. Se existem dois...Nenhum é confiável.
LEI DO BI-PROJETO: O cliente que necessita ampliar a garagem e construir um grande edifício, somente construirá a garagem. Hoje em dia, se o cliente quiser fazer uma edícula com churrasqueira para depois construir uma piscina com uma casa na frente, mal conseguirá terminar a churrasqueira.
LEI DO CARTOON: Se um cliente chama seu anteprojeto de "desenhinho", ele não vai querer pagá-lo.
LEI DO GÊNIO IDIOTA: O cliente contrata você dizendo que acha você um gênio, na hora de pagar vai dizer que até o filho dele de 8, 9 anos faz desenhos melhores que os seus.
LEI DA CERÂMICA: Nenhuma cerâmica de 20 x 20 mede 20 x 20.
LEI DO CAMINHÃO: Sempre que se vai verificar uma entrega de materiais, dirão que "o caminhão já saiu para entregar"
LEI DO "NIGUÉM SABE": O cliente nunca sabe o que quer. Quando pensa que sabe o quer, certamente não sabe o que pode ter. O arquiteto tampouco sabe o que quer o cliente. O cliente nunca entende o que quer o arquiteto. Corolário: O projeto nunca reflete o que quer o arquiteto, nem o que quer o cliente.
LEI DA BUSCA: Não importa que seu projeto fique em um local escondido; se for ruim, todos irão encontrá-lo
LEI DO VIZINHO: Se no lote vizinho existe um edifício de "N" pavimentos, no seu terreno será permitido "N - 2". Se seu edifício tem "N" pavimentos, seu vizinho poderá construir "N + 2"
LEI DO PRONTO: Se um cliente solicita uma modificação de projeto, diga que é impossível de ser realizada: depois estude o caso.
LEI DO TEMPO A FAVOR: Demore a realizar o detalhamento e não será preciso faze-lo.
LEI DO EGOS: Se quer um bom projeto, utilize o material adequado.Se quiser que seja publicado, use tijolos de vidro.
LEI DO ELETRODOMÉSTICO: Todas as máquinas de lavar pratos são 5 cm maiores.
LEI DO TEMPO: A temporada de chuvas começa no dia em que se iniciam as escavações.
LEI DA CULPA: Não importa a causa: se algo dá errado no projeto o responsável é o arquiteto.
LEI DO AQUECEDOR: Para acomodar um simples aquecedor um closet deverá ser sacrificado.
LEI DA SATISFAÇÃO APARENTES: Se um cliente fica satisfeito:a) Não entendeu o projeto.b) Não pagou o projeto.c) O arquiteto se enganou.
LEI DA TOLERÂNCIA: "Modulação" é um sistema milimétrico para que os elementos fiquem mais ou menos parecidos.
LEI DA EMPREGADA DOMÉSTICA: Se o quarto de empregada está projetado para que caiba uma empregada, o apartamento é velho. Se a empregada não cabe no quarto, o apartamento é novo.
LEI DO CLIENTE-ARQUITETO: O cliente é um arquiteto que não sabe desenhar. Quanto mais caro o projeo, mais arquiteto é o cliente e mais desenhista é o arquiteto.
LEI DO MESTRE DE OBRAS: Os ângulos retos não existem.
LEI DO MESTRE DE OBRAS2: Curvas de alvenaria não têm raios.
LEI DO OLHÔMETRO: Um orçamento nunca é cumprido. Corolário: se um orçamento é cumprido, alguém cometeu um erro.
LEI DA MEMBRANA ASFÁLTICA: Se uma cobertura não tem goteiras, ...tenha paciência.
LEI DA FALSA ENTREGA: Se o carpinteiro chegou a tempo com os móveis, ele se enganou de obra.
LEI DA OFERTA: Se um tapete está em oferta:a) É rosa com verde e lilásb) Tem 2m2 a menos de que é necessário.c) Já foi vendido.
LEI DO "FICOU": Nas obras, as coisas não são feitas: elas ficam. Exemplo: "Ficou torcido", "Ficou curto", "Ficou torto"...
LEI DO CLIENTE FIXO: Se um apartamento foi construído em um local adequado, de tamanho adequado e a um preço adequado: a) O comprador que gosta do local e do tamanho, não tem dinheiro.b) O comprador que gosta do local e do preço, acha tudo pequeno.c) O comprador que gosta do tamanho e do preço, não gosta do local.d) O comprador que gosta do tamanho, do preço e do local... é você
LEI DO ÚLTIMO ESTRAGA: O último a executar qualquer serviço em uma obra estraga o serviço do anterior: o marceneiro estraga a pintura, o pintor estraga o piso, o piso estraga o reboco, e assim por diante.
LEI DO INEVITÁVEL: Sempre o último parafuso a ser colocado arrebentará um cano de água.
LEI DA INÉRCIA POR DETALHAMENTO: Quanto mais minuciosamente detalhado for um projeto menos os pedreiros vão entender e trabalhar.
LEI DO BEM QUE EU AVISEI: Não adianta o arquiteto que visita as obras para verificar a execução de seus projetos avisar que algo está sendo construído errado, ao contrário do que foi projetado, porque quando der errado, vão chamar o arquiteto, colocar toda a culpa nele, e perguntar por que ele não avisou nada antes.
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24 de jan de 2007

Arquitetura é uma questão de conceito

por Rafael Santos de Souza

Quando os grandes mestres-de-obras, artesãos, escultores e operários gregos edificaram suas grandes obras, como o Parthenon – sem dúvida, a expressão máxima da arquitetura clássica – eles preocupavam-se em edificar o prédio mais perfeito que pudessem. Não só construtivamente, mas esteticamente... É claro! A perfeição norteava a elaboração de cada elemento, o emprego dos materiais, a forma como os mesmo eram trabalhados evocavam o sublime, o belo... O conceito de belo e a evocação do sublime definiam como as edificações seriam implantadas, como seriam edificadas, quais ornatos receberiam; definiam o tipo de acabamento que os materiais receberiam. Esse é só um, dos muitos exemplos de conceito forte e alcançado no conjunto da obra de arquitetura... Imaginemos se os gregos não houvessem procedido desta maneira! Que produto teriam deixado para a história?

Poderia listar muitos dos os artifícios geométricos, plásticos e matemáticos, que eles empregaram em suas construções, mas o fato é apenas um: conseguiram cumprir na arquitetura edificada o conceito que haviam proposto para a mesma quando projetada – se é que podemos falar de projeto para a época!

Quando vemos um projeto pouco conceitual, conseguimos adjetiva-lo facilmente... só temos duas colocações: ou é feio ou é bonito! Não conseguimos nos expressar em relação à obra de arquitetura... é só mais um prédio... não faz diferença alguma... é uma repetição no máximo de um conceito batido e rebatido... tão gasto que deixou de ser conceito! Um conceito esvaziado! Agora! Quando a obra pronta nos causa alguma sensação, além da atração estética, ou não, notamos que há algo “diferente” na obra – deferente, em arquitetura, é uma expressão muito usada pelos leigos para exprimir uma falta de compreensão da edificação ou para exprimir uma sensação que ele não compreende que lhe é causada pelo edifício.

Algo que nos incomoda, que nos atraí, que faz com que aquela arquitetura nos chame a atenção e deixe de ser apenas mais uma em meio a tantas outras, está relacionado a um conceito, mesmo que este tenha sido inconsciente... Conceito inconsciente é aquele conceito que dominou o arquiteto que não tinha um conceito forte, mas que produziu um bom resultado arquitetônico... Às vezes acontece! É raro, mas acontece!

Não existe obra sem conceito, seja na arquitetura, na música, na escultura, na literatura, toda arte para ser arte – é o que eu acredito – precisa de um conceito e não existe conceito bom ou ruim. O que há na verdade é um conceito bem explorado e alcançado - o que faz dele forte. Aquele que é colocado pelo artista em cada traço de sua obra... Para nós arquitetos e/ou futuros arquitetos é aquele que se apropria dos elementos tecnológicos, dos materiais e da estética para causar a sensação desejada, mesmo que essa seja o descaso, o desinteresse... Que é uma sensação muito observada nas diversas arquiteturas que nos circundam! Não são interessantes, são apenas edificações, puras e simples. Lembrando que simplicidade e pureza também podem ser usadas como conceito!

É difícil conceituar o que é “conceito de arquitetura”, pode ser qualquer coisa: uma sensação, uma proporção, uma palavra, uma atitude, uma cor, uma atividade... Qualquer coisa pode se tornar um conceito forte, que por sua vez será responsável por uma boa arquitetura. Cabe, unicamente, ao indivíduo arquiteto sabe-lo defini-lo, exprimi-lo e explora-lo. E certamente se eu e você leitor ou leitora, tivermos o mesmo conceito, certamente teremos obras diferentes, pois cada um explorará materiais, técnicas, plásticas e quantos elementos projetuais podermos utilizar de maneiras diferentes. Só nos resta descobrir que conceito queremos para nossas obras, se criaremos um novo, ou usaremos um outro existente, mesmo que seja aquele batido e rebatido, mas que ainda não teve suas possibilidade exauridas. Afirmo, não por experiência, mas por certeza de que a nossa arquitetura será bem melhor, se tomarmos o conceito como diretriz e ferramenta. Será melhor avaliada pelo usuário real, direto ou indireto, ou pelo professor chato da faculdade, pois teremos respostas melhores para as equações técnicas e estéticas ou para até outras equações que nos propusermos a responder num projeto de arquitetura...Sabe, aquela coisa de uma idéia na cabeça? É isso aí que é conceito. Copie um ou crie o seu! Dependendo do caso é melhor copiar um que dominamos, para não termos problemas de falta de propriedade do conceito que criamos...
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21 de jan de 2007

Oscar Niemeyer





Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. Considerado o mais importante arquiteto brasileiro deste século em função da quantidade e qualidade de obras construídas, iniciou sua carreira no escritório de Lucio Costa, em 1934, quando se graduou na Escola Nacional de Belas Artes.
A partir do instante em que substituiu Costa na coordenação do grupo que desenvolveu os estudos de Le Corbusier para o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, Niemeyer desempenhou o papel principal na
corrente modernista que privilegiava a expressão plástica. Em 1947, o edifício-sede da Unesco, nos Estados Unidos, proporciona mais uma vez a Niemeyer a oportunidade de dividir com Le Corbusier o projeto definitivo que funde as propostas independentes de cada um dos arquitetos.

A influência corbusiana é notável nas primeiras obras de Niemeyer. Porém, pouco a pouco o arquiteto adquire sua marca: a leveza das formas curvas cria os espaços que transformam o programa arquitetural em ambientes inusitados; portanto, harmonia, graça e elegância são os adjetivos mais apropriados para o trabalho de Oscar Niemeyer. As adaptações que o arquiteto produziu conectando o vocabulário barroco ao modernismo arquitetônico possibilitaram experiências formais com volumes espetaculares, que foram concretizadas por calculistas famosos, entre eles o brasileiro Joaquim Cardoso e o italiano Pier Luigi Nervi.


A arquitetura de Brasília, prevista nos esboços com que Lucio Costa concorreu ao concurso internacional de projetos para a nova capital do Brasil, foi o impulso definitivo de Niemeyer na cena da história internacional da arquitetura contemporânea. As cúpulas côncava e convexa do Congresso Nacional e as colunas dos palácios da Alvorada, do Planalto e da Suprema Corte, configuram signos originais. Agregando-os às espetaculares formas das colunas da Catedral e dos palácios Itamaraty e da Justiça, Niemeyer encerra a perspectiva ortogonal e simétrica formada pelo ritmo repetitivo dos edifícios da Esplanada dos Ministérios.


O uso das estruturas em concreto armado em formas curvas ou em casca e as explorações inéditas das possibilidades estéticas da linha reta se traduziram em fábricas, arranha-céus, espaços para exposições, residências, teatros, templos, edifícios-sede de empresas dos setores público e privado, universidades, clubes, hospitais e equipamentos para diversos programas sociais. Desses temas sobressaem-se os seguintes trabalhos: a Obra do Berço e sua residência na Estrada das Canoas, no Rio de Janeiro; a fábrica Duchen, o edifício Copan e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo; o conjunto arquitetônico da Pampulha, com o Cassino, o Restaurante e o Templo de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte; o projeto para o Hotel de Ouro Preto (Minas Gerais), o Museu de Caracas (Venezuela), a sede do Partido Comunista (Paris), a sede da Editora Mondatori (Milão), a Universidade de Constantine (Argélia) e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Rio de Janeiro).

A presença constante de Oscar Niemeyer no cenário da arquitetura contemporânea internacional, desde 1936 até os dias atuais, o transformou em símbolo brasileiro. Recebeu inúmeros prêmios e possui vasta bibliografia, onde se destacam títulos de sua autoria e de Stamo Papadaki, além de várias edições temáticas das principais revistas de arquitetura da França e da Itália.
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20 de jan de 2007

Tridimensionais ou manuais...



O uso da modelagem manual, maquetes de papel paraná, panamá, acetato... ainda é bastante utilizada no dia-dia dos estudantes de Arquitetura. Talvez, isso se deva ao fato de não termos recursos tecnológicos suficientes nas Faculdades públicas de Arquitetura do Brasil. Porém, sempre há oportunidades para aqueles que buscam aprender meios que lhe ajudem compreender conceitos e projetos. Assim, surge a maquete eletrônica como "aliada" no desenvolvimento dos projetos. É a confecção de um objeto (peça ou edificação) no computador de maneira tridimensional. Utilizam-se softwares voltados para a computação gráfica, que podem criar um mundo virtual de maneira que se pareça o mais próximo da realidade.




A utilização das maquetes eletrônicas (tridimensionais) é um dos únicos meios de representação que compartilha as qualidades inerentes e inseparáveis da Arquitetura (o processo construtivo, a materialidade, a espacialidade e as soluções adotadas no projeto). Apesar de tantos benefícios ao ensino, há quem reprove o uso das mesmas; defendendo insistentemente a utilização da modelagem manual. E assim, nós como estudantes de Arquitetura de um país subdesenvolvido, temos que continuar lutando pela concretização da representação gráfica tridimensional como parte integrada do restante do projeto conceitual.
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19 de jan de 2007

Por que a maquete virtual incomoda tanto?

"Maquete Físca"

Por que a "maquete" virtual incomoda tanto alguns professores? Bem, primeiro de acordo com eles ela não pode ser chamada de maquete, pois a palavra maquete dá uma idéia de algo físico e como ela é virtual deve ser chamada de representação tridimensional. Nomenclatura à parte o fato é que alguns professores têm um verdadeiro horror à esse tipo de representação. Vejamos os prós e contras:

1. Comparação da eficiência: As maquetes físicas atendem juntamente com a virtual às necessidades de comunicação visual de um projeto. Contudo a maquete física apesar de estar acessível a todo público, havendo uma integração melhor ao olho humano assim como uma análise mais apurada sobre o ponto de vista volumétrico, não dispõe muitas vezes de uma visualização "completa" do projeto. Essa possibilidade é facilmente resolvida na maquete virtual, basta apenas fazer um "passeio" através do projeto , além de ser possivel alterar algumas condições climáticas, como sol (iluminação) , ventos e chuva (clima).
2. Comparação quanto à manipulação: O maior argumento que se tem contra a maquete virtual é que ela nao é "manipulável". Contudo a maquete virtua possibilita uma maior compreensão dos materiais e interior do projeto. É claro que para manipular uma maquete virtual precisa-se de um computador, e essa é outra característica que muitos questionam pois não precisa ter o programa 3d instalado na máquina pois a visualização pode ser como imagem ou como video, onde todas as máquinas possuem programas capazes de fazer a leitura.


    "Maquete Físca"


    3. Comparação quanto à elaboração: Essa comparação é pessoal, pois muita gente opta por fazer a maquete fisica porque não sabe fazer a virtual, por isso a sua elaboração é mais rápida e eficiente, contudo mesmo com muito empenho o nível de realidade que uma maquete física é dificil de se conseguir, já nos programas isso requer um pouco de prática, estudo e dedicação.

    "Maquete Virtual"

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Arquitetos - Hans Hollein



Hans-Haus - Viena

Arquiteto Austriaco conhecido por fazer muitos museus, ganhou o prêmio Pritzker. Além da produção arquitetônica, Hollein se destaca como designer e artista plástico, tendo participado de diversas mostras.

As suas obras integram algumas das mais significativas coleções de arte do mundo, como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, a do Centro Georges Pompidou, em Paris, e a do Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto, no Japão.


Links para pesquisa:

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Arquitetos - Richard Meier



Devido a minha pequena experiência em "produzir" arquitetura vou primeiramente pesquisar sobre os arquitetos! Farei uma breve biografia e no fim colocarei links que poderão ajudar nas pesquisas, na medida que eu encontrar mais estarei atualizando.

Primeiramente falarei de Richard Meier.

Richard Meier é um arquiteto dos Estados Unidos da América. Em 1984 recebeu o prémio Pritzker, que é o prémio mais conceituado de Arquitectura.

Esse arquiteto expressa através das suas obras uma plástica impressionante, suas formas ousadas refletem o seu conceito moderno,purisrta, orgânico ou mesmo brutalista, que fazem seu projeto rico de uma volumetria que impressiona.


Grotta residence - modelo 3d

Links para pesquisa:

http://www.richardmeier.com/
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq013/arq013_03.asp
http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Meier (em Inglês)


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Arquitetura Conceitual

Vejo através dos projetos que estão por aí que perdemos a capacidade de desenvolver um projeto arquitetônico conceitual. Aqui escreverei aquilo que penso a respeito dessa arquitetura que se está construindo hoje no Brasil. Assim também como as modelagens arquitetônicas que faço e a sua importância na compreensão de um projeto Arquitetônico.
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