24 de jan de 2007

Arquitetura é uma questão de conceito

por Rafael Santos de Souza

Quando os grandes mestres-de-obras, artesãos, escultores e operários gregos edificaram suas grandes obras, como o Parthenon – sem dúvida, a expressão máxima da arquitetura clássica – eles preocupavam-se em edificar o prédio mais perfeito que pudessem. Não só construtivamente, mas esteticamente... É claro! A perfeição norteava a elaboração de cada elemento, o emprego dos materiais, a forma como os mesmo eram trabalhados evocavam o sublime, o belo... O conceito de belo e a evocação do sublime definiam como as edificações seriam implantadas, como seriam edificadas, quais ornatos receberiam; definiam o tipo de acabamento que os materiais receberiam. Esse é só um, dos muitos exemplos de conceito forte e alcançado no conjunto da obra de arquitetura... Imaginemos se os gregos não houvessem procedido desta maneira! Que produto teriam deixado para a história?

Poderia listar muitos dos os artifícios geométricos, plásticos e matemáticos, que eles empregaram em suas construções, mas o fato é apenas um: conseguiram cumprir na arquitetura edificada o conceito que haviam proposto para a mesma quando projetada – se é que podemos falar de projeto para a época!

Quando vemos um projeto pouco conceitual, conseguimos adjetiva-lo facilmente... só temos duas colocações: ou é feio ou é bonito! Não conseguimos nos expressar em relação à obra de arquitetura... é só mais um prédio... não faz diferença alguma... é uma repetição no máximo de um conceito batido e rebatido... tão gasto que deixou de ser conceito! Um conceito esvaziado! Agora! Quando a obra pronta nos causa alguma sensação, além da atração estética, ou não, notamos que há algo “diferente” na obra – deferente, em arquitetura, é uma expressão muito usada pelos leigos para exprimir uma falta de compreensão da edificação ou para exprimir uma sensação que ele não compreende que lhe é causada pelo edifício.

Algo que nos incomoda, que nos atraí, que faz com que aquela arquitetura nos chame a atenção e deixe de ser apenas mais uma em meio a tantas outras, está relacionado a um conceito, mesmo que este tenha sido inconsciente... Conceito inconsciente é aquele conceito que dominou o arquiteto que não tinha um conceito forte, mas que produziu um bom resultado arquitetônico... Às vezes acontece! É raro, mas acontece!

Não existe obra sem conceito, seja na arquitetura, na música, na escultura, na literatura, toda arte para ser arte – é o que eu acredito – precisa de um conceito e não existe conceito bom ou ruim. O que há na verdade é um conceito bem explorado e alcançado - o que faz dele forte. Aquele que é colocado pelo artista em cada traço de sua obra... Para nós arquitetos e/ou futuros arquitetos é aquele que se apropria dos elementos tecnológicos, dos materiais e da estética para causar a sensação desejada, mesmo que essa seja o descaso, o desinteresse... Que é uma sensação muito observada nas diversas arquiteturas que nos circundam! Não são interessantes, são apenas edificações, puras e simples. Lembrando que simplicidade e pureza também podem ser usadas como conceito!

É difícil conceituar o que é “conceito de arquitetura”, pode ser qualquer coisa: uma sensação, uma proporção, uma palavra, uma atitude, uma cor, uma atividade... Qualquer coisa pode se tornar um conceito forte, que por sua vez será responsável por uma boa arquitetura. Cabe, unicamente, ao indivíduo arquiteto sabe-lo defini-lo, exprimi-lo e explora-lo. E certamente se eu e você leitor ou leitora, tivermos o mesmo conceito, certamente teremos obras diferentes, pois cada um explorará materiais, técnicas, plásticas e quantos elementos projetuais podermos utilizar de maneiras diferentes. Só nos resta descobrir que conceito queremos para nossas obras, se criaremos um novo, ou usaremos um outro existente, mesmo que seja aquele batido e rebatido, mas que ainda não teve suas possibilidade exauridas. Afirmo, não por experiência, mas por certeza de que a nossa arquitetura será bem melhor, se tomarmos o conceito como diretriz e ferramenta. Será melhor avaliada pelo usuário real, direto ou indireto, ou pelo professor chato da faculdade, pois teremos respostas melhores para as equações técnicas e estéticas ou para até outras equações que nos propusermos a responder num projeto de arquitetura...Sabe, aquela coisa de uma idéia na cabeça? É isso aí que é conceito. Copie um ou crie o seu! Dependendo do caso é melhor copiar um que dominamos, para não termos problemas de falta de propriedade do conceito que criamos...
Compartilhar:

21 de jan de 2007

Oscar Niemeyer





Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. Considerado o mais importante arquiteto brasileiro deste século em função da quantidade e qualidade de obras construídas, iniciou sua carreira no escritório de Lucio Costa, em 1934, quando se graduou na Escola Nacional de Belas Artes.
A partir do instante em que substituiu Costa na coordenação do grupo que desenvolveu os estudos de Le Corbusier para o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, Niemeyer desempenhou o papel principal na
corrente modernista que privilegiava a expressão plástica. Em 1947, o edifício-sede da Unesco, nos Estados Unidos, proporciona mais uma vez a Niemeyer a oportunidade de dividir com Le Corbusier o projeto definitivo que funde as propostas independentes de cada um dos arquitetos.

A influência corbusiana é notável nas primeiras obras de Niemeyer. Porém, pouco a pouco o arquiteto adquire sua marca: a leveza das formas curvas cria os espaços que transformam o programa arquitetural em ambientes inusitados; portanto, harmonia, graça e elegância são os adjetivos mais apropriados para o trabalho de Oscar Niemeyer. As adaptações que o arquiteto produziu conectando o vocabulário barroco ao modernismo arquitetônico possibilitaram experiências formais com volumes espetaculares, que foram concretizadas por calculistas famosos, entre eles o brasileiro Joaquim Cardoso e o italiano Pier Luigi Nervi.


A arquitetura de Brasília, prevista nos esboços com que Lucio Costa concorreu ao concurso internacional de projetos para a nova capital do Brasil, foi o impulso definitivo de Niemeyer na cena da história internacional da arquitetura contemporânea. As cúpulas côncava e convexa do Congresso Nacional e as colunas dos palácios da Alvorada, do Planalto e da Suprema Corte, configuram signos originais. Agregando-os às espetaculares formas das colunas da Catedral e dos palácios Itamaraty e da Justiça, Niemeyer encerra a perspectiva ortogonal e simétrica formada pelo ritmo repetitivo dos edifícios da Esplanada dos Ministérios.


O uso das estruturas em concreto armado em formas curvas ou em casca e as explorações inéditas das possibilidades estéticas da linha reta se traduziram em fábricas, arranha-céus, espaços para exposições, residências, teatros, templos, edifícios-sede de empresas dos setores público e privado, universidades, clubes, hospitais e equipamentos para diversos programas sociais. Desses temas sobressaem-se os seguintes trabalhos: a Obra do Berço e sua residência na Estrada das Canoas, no Rio de Janeiro; a fábrica Duchen, o edifício Copan e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo; o conjunto arquitetônico da Pampulha, com o Cassino, o Restaurante e o Templo de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte; o projeto para o Hotel de Ouro Preto (Minas Gerais), o Museu de Caracas (Venezuela), a sede do Partido Comunista (Paris), a sede da Editora Mondatori (Milão), a Universidade de Constantine (Argélia) e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Rio de Janeiro).

A presença constante de Oscar Niemeyer no cenário da arquitetura contemporânea internacional, desde 1936 até os dias atuais, o transformou em símbolo brasileiro. Recebeu inúmeros prêmios e possui vasta bibliografia, onde se destacam títulos de sua autoria e de Stamo Papadaki, além de várias edições temáticas das principais revistas de arquitetura da França e da Itália.
Links para pesquisa:
Compartilhar:

20 de jan de 2007

Tridimensionais ou manuais...



O uso da modelagem manual, maquetes de papel paraná, panamá, acetato... ainda é bastante utilizada no dia-dia dos estudantes de Arquitetura. Talvez, isso se deva ao fato de não termos recursos tecnológicos suficientes nas Faculdades públicas de Arquitetura do Brasil. Porém, sempre há oportunidades para aqueles que buscam aprender meios que lhe ajudem compreender conceitos e projetos. Assim, surge a maquete eletrônica como "aliada" no desenvolvimento dos projetos. É a confecção de um objeto (peça ou edificação) no computador de maneira tridimensional. Utilizam-se softwares voltados para a computação gráfica, que podem criar um mundo virtual de maneira que se pareça o mais próximo da realidade.




A utilização das maquetes eletrônicas (tridimensionais) é um dos únicos meios de representação que compartilha as qualidades inerentes e inseparáveis da Arquitetura (o processo construtivo, a materialidade, a espacialidade e as soluções adotadas no projeto). Apesar de tantos benefícios ao ensino, há quem reprove o uso das mesmas; defendendo insistentemente a utilização da modelagem manual. E assim, nós como estudantes de Arquitetura de um país subdesenvolvido, temos que continuar lutando pela concretização da representação gráfica tridimensional como parte integrada do restante do projeto conceitual.
Compartilhar:

19 de jan de 2007

Por que a maquete virtual incomoda tanto?

"Maquete Físca"

Por que a "maquete" virtual incomoda tanto alguns professores? Bem, primeiro de acordo com eles ela não pode ser chamada de maquete, pois a palavra maquete dá uma idéia de algo físico e como ela é virtual deve ser chamada de representação tridimensional. Nomenclatura à parte o fato é que alguns professores têm um verdadeiro horror à esse tipo de representação. Vejamos os prós e contras:

1. Comparação da eficiência: As maquetes físicas atendem juntamente com a virtual às necessidades de comunicação visual de um projeto. Contudo a maquete física apesar de estar acessível a todo público, havendo uma integração melhor ao olho humano assim como uma análise mais apurada sobre o ponto de vista volumétrico, não dispõe muitas vezes de uma visualização "completa" do projeto. Essa possibilidade é facilmente resolvida na maquete virtual, basta apenas fazer um "passeio" através do projeto , além de ser possivel alterar algumas condições climáticas, como sol (iluminação) , ventos e chuva (clima).
2. Comparação quanto à manipulação: O maior argumento que se tem contra a maquete virtual é que ela nao é "manipulável". Contudo a maquete virtua possibilita uma maior compreensão dos materiais e interior do projeto. É claro que para manipular uma maquete virtual precisa-se de um computador, e essa é outra característica que muitos questionam pois não precisa ter o programa 3d instalado na máquina pois a visualização pode ser como imagem ou como video, onde todas as máquinas possuem programas capazes de fazer a leitura.


    "Maquete Físca"


    3. Comparação quanto à elaboração: Essa comparação é pessoal, pois muita gente opta por fazer a maquete fisica porque não sabe fazer a virtual, por isso a sua elaboração é mais rápida e eficiente, contudo mesmo com muito empenho o nível de realidade que uma maquete física é dificil de se conseguir, já nos programas isso requer um pouco de prática, estudo e dedicação.

    "Maquete Virtual"

Compartilhar:

Arquitetos - Hans Hollein



Hans-Haus - Viena

Arquiteto Austriaco conhecido por fazer muitos museus, ganhou o prêmio Pritzker. Além da produção arquitetônica, Hollein se destaca como designer e artista plástico, tendo participado de diversas mostras.

As suas obras integram algumas das mais significativas coleções de arte do mundo, como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, a do Centro Georges Pompidou, em Paris, e a do Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto, no Japão.


Links para pesquisa:

Compartilhar:

Arquitetos - Richard Meier



Devido a minha pequena experiência em "produzir" arquitetura vou primeiramente pesquisar sobre os arquitetos! Farei uma breve biografia e no fim colocarei links que poderão ajudar nas pesquisas, na medida que eu encontrar mais estarei atualizando.

Primeiramente falarei de Richard Meier.

Richard Meier é um arquiteto dos Estados Unidos da América. Em 1984 recebeu o prémio Pritzker, que é o prémio mais conceituado de Arquitectura.

Esse arquiteto expressa através das suas obras uma plástica impressionante, suas formas ousadas refletem o seu conceito moderno,purisrta, orgânico ou mesmo brutalista, que fazem seu projeto rico de uma volumetria que impressiona.


Grotta residence - modelo 3d

Links para pesquisa:

http://www.richardmeier.com/
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq013/arq013_03.asp
http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Meier (em Inglês)


Compartilhar:

Arquitetura Conceitual

Vejo através dos projetos que estão por aí que perdemos a capacidade de desenvolver um projeto arquitetônico conceitual. Aqui escreverei aquilo que penso a respeito dessa arquitetura que se está construindo hoje no Brasil. Assim também como as modelagens arquitetônicas que faço e a sua importância na compreensão de um projeto Arquitetônico.
Compartilhar:
←  Anterior Inicio