28 de nov de 2008

16 de nov de 2008

15 de nov de 2008

Arquitetura da Felicidade - Alain de Botton

Recentemente por indicação de uma professora adquiri o livro, chegou hoje em casa e não vejo a hora de começar a ler....

Tá aqui a descrição:




A arquitetura da felicidade, o autor nos convida a abrir os olhos para essa curiosa relação, raramente percebida.
Uma das teses de Alain de Botton é a de que o que buscamos numa obra de arquitetura não está tão longe do que procuramos num amigo. Ao construir uma casa ou decorar um cômodo, as pessoas querem mostrar quem são, lembrar de si próprias e ter sempre em mente como elas poderiam idealmente ser. O lar, portanto, não é um refúgio apenas físico, mas também psicológico, o guardião da identidade de seus habitantes.
Seguindo esse raciocínio, o autor conclui que quando alguém acha bonita determinada construção, é porque a arquitetura reflete os valores de quem a elogia. Afinal de contas, uma simples fachada pode ser acolhedora ou ameaçadora, humilde ou esnobe, aristocrática ou religiosa, pode relembrar o passado ou apontar para o futuro. Pode até mesmo expor as idéias de um governo. Cada obra de arquitetura expõe uma visão de felicidade.
O debate chega, inevitavelmente, ao velho embate entre funcionalidade e beleza. Para o autor, esses dois aspectos não são independentes nem excludentes. Ele vê a beleza como uma das funcionalidades da arquitetura. Ou seja: as construções não são desenhadas apenas para funcionar de tal ou tal modo, mas também para refletir um ideal de beleza e transmitir mensagens. Uma das funcionalidades mais comuns dos prédios de hoje é a psicológica, pois se buscam ambientes que dêem a sensação de segurança ou que passem a impressão de modernidade, riqueza, erudição ou simplicidade. Um banheiro que não funciona direito incomoda tanto quanto um que não atenda à função estética e expressiva. Para Alain de Botton, esses princípios valem até mesmo para o mais científico e racional dos arquitetos modernos - segundo o autor, as escadas de Le Corbusier, por exemplo, não foram projetadas apenas para servir de comunicação entre dois andares, mas também para sugerir um estado de alma e refletir um estilo de vida que o agradava.

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6 de jul de 2008

25 de abr de 2008

Legislação Municipal de Algumas capitais brasileiras.

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28 de mar de 2008

História dos três porquinhos

Conheça a história dos três porquinhos contada por um pai engenheiro:
Meu Filho era uma vez três porquinhos ( P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia os atormentando. P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil. P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos. P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na ECA. LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade
(EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3a casa decimal para cima). LM também era um mega-investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde 'n' é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Granja Viana.
Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos. Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado. Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo 'o máximo'. Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse,
encontrando P3:
- 'Uahahhahaha, corra, P3, pq vou gritar, e vou gritar
e chamar o Conselho de Engenharia e Construção Civil para denunciar
sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão
Visual !!!!'
Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2. Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:
- 'Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o GreenPeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento.'
Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de eco-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem. Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1. Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: O que houve?
P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos. P3, Não temos para onde ir !!.E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!
Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse.)
LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do CREA em cima de vc!!!
Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do...do... comunicador e expressivo visual?) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de
robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado.

Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o GreenPeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta. Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir. Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônica instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima. Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60kg, calcule:
a) o deslocamento no eixo 'x', tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e
c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico lógico que varia do 0 (repouso) ao 9 (ataque histérico).
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9 de fev de 2008

Quando a favela é o conceito

Que o Brasil tem muita coisa boa e bonita todo mundo sabe, mas em se tratando de conceitos arquitetônicos sempre estivemos coadjuvantes à história e aos conceitos do que tem sido o "palco da arquitetura mundial".

Aquilo que sempre viamos como vergonha para o nosso pais, acaba por se tornar o foco principal dos olhares europeus. Não é de se negar que nos orgulhamos quando a Europa, centro de toda a cultura, música, arquitetura e artes, valoriza os nossos produtos. Mas agora o produto cobiçado é a favela.

"O holandês Eric Vanderfeesten, especialista em planejamento urbano, está usando as favelas brasileiras como referência na criação de projetos habitacionais. Segundo ele, o modelo adotado na Holanda (e em vários países do mundo) de casas iguais distribuídas em “colunas” é péssimo para a interação e identidade de seus moradores. Já a favela, onde cada casa é única na sua própria cor e formato, é uma solução eficiente e mais agradável em áreas mais pobres. Sendo assim, o planejador desenvolveu um sistema de parâmetros que cria no computador planos habitacionais baseados na forma e na disposição dos barracos brasileiros, como dá pra ver pela foto. Até as lajes foram admiradas, e agora se chamam "private balconies", algo como terraços particulares. "

No site dele tem mais informações sobre o conceito.

Noticias:

Estudantes da UFMG recebem prêmio na Europa
por projeto arquitetônico que propõe transformação radical da favela da Serra, em BH
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5 de fev de 2008

3 de fev de 2008

Conceito: Sustentabilidade

Navegando por ai vi uma exelente reportágem sobre um projeto sustentável do Ghab (Grupo de Estudos da Habitação) da Universidade Federal de Santa Catarina. O projeto teve seu enfoque na reutilização de resíduos, no caso cinzas da queima da casca de arroz e o entulho de obra (cerâmico) da própia cidade. Vale a pena conferir o trabalho um pouco mais de perto.

Características do Protótipo *

O projeto arquitetônico, desenvolvido pelo Ghab, estabelece a construção de um embrião de aproximadamente 42 m2, contendo sala-cozinha, lavanderia e varanda no pavimento térreo; dormitório e banheiro completo no segundo piso. Como segunda etapa da obra, está prevista a construção de um ambiente no pavimento térreo podendo atender funções diversas como dormitório, sala e mesmo um espaço produtivo. Um terceiro dormitório poderá surgir no pavimento superior, sobre o primeiro ambiente ampliado.

O principal enfoque foi a valorização de resíduos, com grande disponibilidade na região Sul, que foram empregados na elaboração e produção dos elementos construtivos, sendo usados: cinzas pesadas geradas no processo termoelétrico, as cinzas da queima da casca de arroz e o entulho de obra (cerâmico). Na sua concepção e construção o protótipo para habitação integrou os seguintes elementos:

  • Uso de materiais com baixo impacto ambiental na sua cadeia produtiva;
  • Uso de recursos localmente disponíveis;
  • Instalações elétricas otimizadas para baixo consumo de energia com uso de fonte de energia alternativa: painel solar para aquecimento da água do chuveiro;
  • Instalações hidro-sanitárias otimizadas para consumo mínimo de água e com reaproveitamento de água de chuva no vaso sanitário;
  • Instalações esgoto com tratamento;
  • Esquadrias confeccionadas com aproveitamento da madeira (pinus)
  • Estrutura do telhado em madeira laminda colada pinus;
  • Tinta mineral sem compostos orgânicos voláteis.
* Texto retirado do site Habitare

Nesse site você poderá verificar a obra construída, assim como o projeto completo em PDF.
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